segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Os 150 anos do Leão!


O Leão é actualmente reconhecido como o símbolo universal dos produtos PEUGEOT, os quais são hoje distribuídos em mais de 150 países. Foi no dia 20 de Novembro de 1858 que Emile PEUGEOT entregou a um escrivão o cunho da sua marca que representava um Leão com ou sem flecha.

A origem do Leão

Emile PEUGEOT contactou Julien BLAZER, um ourives e cinzelador da região Franche-Comté, para que este criasse um logótipo que permitisse identificar os produtos da marca PEUGEOT. Muito rapidamente o Leão era sujeito a serras e outros instrumentos afiados de cutelaria. Este animal tinha sido escolhido devido às semelhanças com as serras da PEUGEOT, que eram e ficaram célebres pela:

- resistência dos dentes, à semelhança do leão.
- agilidade da lâmina, à semelhança do corpo do leão.
- rapidez do golpe, à semelhança do ataque do leão.

Ao longo do tempo, a imagem do Leão evoluiu. De pose majestosa e a caminhar sobre uma flecha, virado para a esquerda no início, encontrámo-lo sem a flecha ou, mais raramente, voltado para a direita. Em 1882, a parte de cima da juba do Leão foi alterada e o corpo surgiu mais robusto. Tendose tornado rapidamente a única marca de fábrica da PEUGEOT, o Leão apareceu nas ferramentas e lâminas de serras, nos moinhos de café em 1881 (cuja produção tinha começado em 1840), nos velocípedes em 1882, e, por fim, nos motociclos, em 1898.

O Leão entra na história da indústria automóvel

Embora o primeiro automóvel de série (tipo 3) de Armand PEUGEOT tenha surgido em 1891, foi em 1906 que os veículos de série começaram a exibir o Leão sobre uma flecha. Foi assim que o Leão passou a acompanhar uma das três primeiras marcas de automóveis do mundo, desde o seu início. Em 1910, as duas entidades (PEUGEOT Frères e Armand PEUGEOT) juntaramse e deram origem à Société des Automobiles et Cycles PEUGEOT.
As duas gamas coexistiram até à Primeira Guerra Mundial, e o último automóvel dessa época a ostentar o Leão foi o BéBé Lion (concebido por Ettore Bugatti), que tinha sido apresentado no salon de l’automobile de Outubro de 1912.

As produções que se seguiram apresentavam apenas, na parte superior da grelha, letras em estilo antigo no interior de um emblema. Alguns dos veículos incluíam também letras isoladas ou incorporadas num brasão (a partir do 201). Nos anos 20, o Leão tornou-se verdadeira imagem de
marca para os “Peugeotistas”, que o usavam como adereço na tampa do radiador. Através da rede, foram difundidos dois tipos de Leão de radiador: o do escultor Marx, rugindo, e o de Baudichon, em posição de ataque.

Por seu lado, os velocípedes e os motociclos adoptaram, no início, o Leão sobre a flecha num fundo de roda com raios. Posteriormente, nos anos 20, foi adoptado o Leão “de combate” virado para a direita. Por fim, na década de 60, adoptou-se o Leão “de combate” com letras coticadas. As ferramentas e os electrodomésticos optaram pelo Leão sobre a flecha num brasão ou, no caso dos moinhos de café, numa chapa oval.

O Leão salta para a frente dos Peugeot e aí permanecerá definitivamente

A partir de Outubro de 1933, com o lançamento da linha dita “aerodinâmica” para o conjunto da série (201BR, 301 CR, 601 C e, um ano depois, do 401), surge pela primeira vez a cabeça de um Leão na parte superior da grelha. A ideia seria retomada através da introdução de cabeças em forma de fuso no modelo 402 (1935) e, posteriormente, no 302 e no 202. Em 1948, o 203 adopta como figura de proa um Leão no capot com um novo estilo, mais agressivo, e será ainda utilizado um novo Leão no capot no 403. Uma vez que eram considerados perigosos em caso de colisão, estes dois últimos ornamentos desapareceram em Setembro de 1958.

O Leão assume a pose… heráldica!

Com o 203, surge pela primeira vez o Leão heráldico da região Franche-Comté e do ducado de Montbéliard. Até Outubro de 1952, o emblema estava colocado na tampa do porta-bagagens, até que, em Setembro de 1958, passou para a dianteira do capot, onde permaneceu até a série desaparecer, em Fevereiro de 1960. Durante este período, o Leão heráldico aparecia também nas produções da PEUGEOT motocycles.

De Abril de 1955 até 1966, este Leão reapareceu num pequeno brasão no centro da grelha do 403, até ser substituído por um modelo maior, estreado no 404, em Maio de 1960. Nos anos 60, todos os modelos passam a adoptar este brasão. Em Setembro de 1968, aquele Leão foi substituído por um outro, dourado ou cromado, que surgia no chassis do 504, e que veio a ser adoptado pelos modelos 404, 204, 304 e 104.

Uma nova geração, o Leão de contorno fino do 604, comercializado em Setembro de 1975, que foi também introduzido no 305 (Novembro de 1977) e no 505 (Maio de 1979), antes de se apresentar sobre um fundo preto, em 1982 no 205, em 1985 no 309, em 1987 no 405, em 1989 no 605, 1991 no 106 e em 1993 no 306.

A afirmação do Leão perante o sucesso

No seu lançamento em Outubro de 1995, o 406 distingue-se pelo seu Leão preenchido, que depressa foi adaptado a toda a geração dos modelos “6”. Em 1998, este Leão foi abandonado em detrimento de um Leão moderno que, com as suas formas estilizadas e traços angulosos, passou a ser ostentado na dianteira e traseira dos automóveis e scooters PEUGEOT. Em 2000, a associação L’Aventure Peugeot, para reafirmar a sua missão patrimonial, colocou o Leão num brasão com fundo azul e debruado a amarelo que, outrora, identificava a marca.

Actualmente, o Leão é reconhecido universalmente e a sua imagem está inevitavelmente associada ao nome PEUGEOT.

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