sexta-feira, 27 de março de 2009

Fiat 500

É o carro de que toda a gente fala. Meio século depois do lançamento do original, a Fiat fez renascer um dos maiores ícones da sua história: o Fiat 500. Capaz de arrebatar corações, seja aos mais velhos como aos mais novos, o novo 500 parece uma visão do passado, que nos faz viajar aos anos 50, mas que consegue estar tão próximo do passado como perfeitamente de acordo com as exigências actuais.

No renascimento deste ícone italiano, o 500 materializou-se num modelo apaixonante, que combina com mestria traços do passado com tecnologias modernas, capaz de nos fazer regressar inconscientemente ao passado. Com o seu ar simpático e divertido, «salta» desde logo à vista os dois faróis circulares, conjugados com as ópticas inferiores das luzes de nevoeiro mais pequenas e um capot reduzido à mínima «expressão», que nos recorda em todos os detalhes o espírito dos seus antepassados. Até mesmo a barra cromada com o símbolo ao centro faz sorrir qualquer adepto do 500 original. O estilo clássico tem continuidade ao longo da restante carroçaria, nomeadamente no portão traseiro, com os grupos ópticos transparentes com contorno cromado, além de uma barra igualmente cromada que ostenta o enorme logótipo 500. Como se isto não bastasse para conferir a este modelo uma personalidade única, o 500 pode ser personalizado até quase 500 mil combinações, capazes de ilustrar o espírito mais irreverente dos seus condutores. A versão ensaiada, Sport, denuncia o seu espírito desportivo através das saias laterais, spoiler dianteiro e traseiro, jantes de liga leve de 16 polegadas, as quais escondem pinças em vermelho e a ponteira de escape oval, detalhes suficientes para conferir um visual mais desportivo e cativar (ainda mais) os olhares de todos e provocar rasgados sorrisos por quem, com ele se cruza.
Com dimensões super compactas e uma distância entre eixos de apenas 2,3 metros, o habitáculo não se mostra muito amplo, mas à frente o espaço é mais que suficiente para nos sentirmos confortáveis. As pronunciadas curvas do tejadilho deixa pouco espaço, particularmente em altura, para quem se senta no banco traseiro, enquanto, que a bagageira, com os seus 185 litros oferece uma capacidade de carga superior ao Mini, mas que fica atrás do oferecido pelo Renault Twingo ou Fiat Panda, por exemplo. Para contarmos com mais espaço de carga, podemos sempre rebater o banco traseiro, dividido em duas partes proporcionais, conseguindo-se com isso um piso plano. O ambiente interior é um hino ao seu histórico antecessor. Somos rodeados por detalhes inspirados no seu antecessor, exemplo do tablier, do painel de instrumentos que integra todas as informações do automóvel, os puxadores das portas cromados com forma de gancho, que lembra um dos elementos mais emblemáticos do modelo original. Quanto à construção, o 500 é dos modelos mais convincentes da Fiat neste domínio, não só na montagem como também na qualidade dos plásticos. A posição de condução peca apenas pelo banco demasiado elevado, mas, por outro lado, o selector de velocidades (com um punho arredondado) foi colocado à mão de semear, em posição sobrelevada, beneficiando a sua utilização.

Ao contrário do pequeno motor de dois cilindros colocado na traseira do seu antecessor, a gama do novo Fiat 500 é composta por evoluídos motores de quatro cilindros, numa mais simples disposição dianteira. Das três motorizações disponíveis, experimentamos a versão mais desportiva que, por enquanto, se pode adquirir do novo 500: a versão equipada com o motor 1.4 de 16 válvulas a gasolina, com 100 cavalos no nível de equipamento Sport! Associado a uma caixa manual de seis velocidades, esta versão revela uma inegável «veia» desportiva, ao que não será alheio a sonoridade grossa emitida pelo escape e o botão sport que se encontra no tablier, capaz de aumentar o «ritmo cardíaco» desta pequena «bomba». Com os 100 cavalos extraídos de um motor de 1,4 litros, associados aos 930 kg acusados na balança, esta versão mostra um forte sentido dinâmico, com este motor a preferir regimes elevados, particularmente após superadas as 3500/4000 rpm, para assim exibir toda a sua vitalidade.

A aceleração dos 0 aos 100 km/h em 10,5 segundos e os 182 km/h de velocidade máxima não impressionam, mas esta versão consegue oferecer sensações de um pequeno desportivo, ainda que essas estejam verdadeiramente reservadas para as versões Abarth. Melhores são os consumos, com uma media de apenas 6,5 litros, podendo chegar aos 7,5 litros com andamentos mais agressivos. Mais surpreendente, foram os números que conseguimos num percurso de pouco mais de 10 quilómetros, o qual misturou cidade com estrada, em que conseguimos «apontar» uma meia de 5,8 litros aos cem. Muito bom tendo em conta de que estamos a falar de um motor a gasolina de 1,4 litros com 100 cavalos de potencia.

Em estrada e sem quaisquer preocupações com o consumo, a direcção mostra-se suficientemente rápida, apesar de poder ser mais directa e o 500 Sport conta ainda com um botão... Sport! Esta opção permite alterar as reacções do 500, nomeadamente com o endurecimento da direcção e «avivar» a resposta do acelerador, aumentando ainda mais a diversão ao volante do 500. Nas primeiras relações de caixa, as trocas de caixa tornam-se divertidas, mas a partir daí é necessário manter o regime elevado para que mantenha a resposta ao nível do desejado. Porém, a suavidade é a tónica ao volante do 500, com os comandos muito suaves de manusear e correctamente colocados, exemplo disso, é a caixa manual de seis velocidades, muito rápida na sua utilização e os seus 3,5 metros de comprimento, que beneficiam a sua utilização em cidade e em particular na hora de estacionar, para o que contribui ainda a posição de condução elevada e a direcção super-leve nas manobras a baixa velocidade.

Apesar das suas dimensões, a sua postura em estrada nada tem a ver com o que conhecemos de um citadino ou mesmo de um utilitário, indo mais longe no que diz respeito ao comportamento em estrada. As suspensões têm um acerto muito equilibrado favorecendo o pisar, muito consistente e um nível de conforto suficiente, para proporcionar viagens muito cómodas.

Com um posicionamento muito próprio, tal como Mini e Volkswagen Beetle, o novo Fiat 500 apresenta-se como uma alternativa irreverente aos utilitários e pequenos familiares, reforçado nesta versão Sport com o seu motor a gasolina de 1,4 litros e 100 cavalos. Os 18.500 euros, sem extras, exigidos por esta versão, até não se revelam exagerados, atendendo às suas qualidades e ao carisma que herda.

Fonte: AutoPortal

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